Carlo Ancelotti: A promessa do hexa. Entenda a carreira e o futuro da nova contratação.
- Vinícius Bevilaqua

- 13 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
O treinador italiano comandará a Seleção Brasileira na próxima Copa do Mundo, em 2026.

O atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, publicou na segunda-feira (12), um anúncio oficial da contratação do treinador italiano Carlo Ancelotti. O interesse começou há pelo menos dois anos. Houve abordagens em 2022 e 2023, mas o Real Madrid - clube que Ancelotti treinou nos últimos anos - conseguiu mantê-lo. Sua segunda passagem na Espanha foi muito vitoriosa, confirmando seu posto de treinador que mais ganhou títulos com o clube Merengue. Porém, a última temporada foi conturbada: sofreu eliminação precoce na Liga dos Campeões e viu seu maior rival Barcelona ganhar dois títulos, amargando a segunda colocação na LaLiga e na Copa del Rey.
A CARREIRA
Nascido em 10 de junho de 1959 em Reggiolo, na Itália, Carlo sempre teve o futebol como sua maior paixão. Enquanto jogador, atuou como volante no Parma, na Roma e Milan, onde conquistou três Campeonatos Italianos, quatro Copas da Itália e duas Ligas dos Campeões. Na seleção italiana, disputou duas copas do mundo, em 1986 e 1990.
Como treinador, iniciou a carreira em 1995, ainda na Itália. Com passagens pelo Parma (ITA), Juventus (ITA), Milan (ITA), Chelsea (ING), Paris Saint-Germain (FRA), Real Madrid (ESP), Bayern de Munique (ALE), Napoli (ITA) e Everton (ING); Ancelotti carrega o fardo de ser o treinador mais vitorioso da Liga dos Campeões, com cinco títulos e um feito nunca antes visto: o único treinador campeão das cinco principais ligas da Europa.
Quando se fala de Ancelotti, fala-se obrigatoriamente de títulos e grandes conquistas, tanto coletivas, quanto individuais. Em uma pesquisa de 2023 da France Football, o italiano é considerado um, dos dez maiores treinadores da história do futebol mundial.
Mas agora, o desafio é outro: comandar a Seleção Brasileira, rumo ao hexacampeonato de Copa do Mundo.
A SELEÇÃO BRASILEIRA
O último título de Copa do Mundo do Brasil completa 24 anos em 2026 e a última vez que ganhou de uma seleção europeia em mata-mata foi na final da Copa de 2002, contra a Alemanha com dois gols do Ronaldo Fenômeno. De lá para cá, a Canarinho coleciona vexames: o meião do Roberto Carlos em 2006, a falha do Júlio Cesar em 2010, o 7x1 em 2014 e etc.
No ciclo atual - período de quatro anos que divide uma Copa a outra - a seleção brasileira desempenha o, talvez, pior cenário de toda a sua história, com trocas infindas de treinadores e resultados contestáveis nas Eliminatórias. Enquanto isso, a maior rival Argentina empilha títulos e grandes vitórias.
De 2018 para cá, a lista de convocação tem, em média, 65% de jogadores que atuam no futebol europeu, com grandes nomes do esporte mundial, como Vinícius Júnior, Alisson, Marquinhos e Rodrygo, porém, não desempenham bem com a amarelinha. O que que denota a necessidade de um comandante que entenda do cenário atual, como o Ancelotti.
O FUTURO
Ancelotti tem tudo nas mãos para fazer a seleção brasileira entregar resultado e orgulho à torcida, o que a geração atual nunca presenciou: conhece bem os jogadores que tem e os possíveis adversários, sabe montar um time sob pressão para grandes desafios e taticamente, incontestável. Mas é claro, futebol é uma caixa de surpresas e não uma receita de bolo e é isso que move a paixão de todos os apaixonados pelo esporte.
Mas e aí, o hexa vem? Comenta aí!


Acredito que deveríamos ter um treinador brasileiro na seleção, algo como luxemburgo, Joel Santana, sei lá. Confesso que não vejo com bons olhos a chegada de um estrangeiro para assumir a seleção.
Reportagem bem elaborada e completa sobre o treinador mais premiado que se juntará a seleção de futebol mais vencedora mundialmente.
Espero e torço para que esta união corresponda a enorme expectativa dos brasileiros que amam o futebol.